Irmã de José Mariano da Rocha Filho.
Uma mulher que participa ativamente do seu tempo e realiza múltiplas tarefas, simultaneamente, com dedicação extrema. Casou aos 18 anos, teve 12 filhos, foi professora universitária e diretora do Museu Educativo Gama D’Eça, da UFSM. Mãe e esposa dedicada lutou ao lado de seu marido pela interiorização do ensino superior no Brasil e cuidou da formação intelectual dos filhos, com perseverante permanência.
Filha de Patrício Dias Ferreira e Manuela Velho Dias, nasce em 24 de setembro de 1918, em Caçapava do Sul. Aos nove anos vai estudar em Bagé, no Colégio Espírito Santo, e dois anos após segue para Porto Alegre, para continuar seus estudos no Colégio Bom Conselho, onde se destaca tanto pela liderança quanto pelo desenvolvimento de múltiplas atividades extra-classe: participa do grêmio estudantil, joga tênis e tem aulas de latim, grego, pintura e poesia. Desde a adolescência costuma fazer anotações nos livros, discutindo e atualizando dados, quando diverge do autor.
Em Porto Alegre conhece José Mariano da Rocha Filho, por intermédio de sua irmã Maria Clara Mariano da Rocha, também interna do Colégio Bom Conselho. No mesmo dia em que a conheceu, José Mariano a pediu em casamento. Ela tinha apenas 14 anos.
Após terminar o ginásio, Maria Zulmira cursa o Pré-médico, onde é colega do santa-mariense Antonio Isaia. A aspiração de cursar medicina é interrompida pelo casamento, em 1938, quando vem morar em Santa Maria. A partir desse ano, Maria Zulmira concilia as atividades de mãe, esposa, e parceira de José Mariano, ao fazer o clipping das notícias e organizar as repercussões do movimento pela interiorização do ensino superior na mídia, além de encarregar-se da correspondência e datilografar textos e discursos para o marido. Ao mesmo tempo, é uma mãe presente na vida dos filhos e acompanha o seu desenvolvimento intelectual, desde os deveres de casa até a execução dos trabalhos.
Após o nascimento de seus doze filhos, decide completar os estudos superiores e presta vestibular para Geografia em 1965. Em 1969, ingressa no quadro docente da UFSM, lotada no Departamento de Geociências, lecionando as disciplinas Biogeografia e Geografia do Brasil.
Em 1971, é indicada por Hélios Homero Bernardi, vice-reitor no exercício da Reitoria, para organizar o Museu Educativo e tomar as providências administrativas cabíveis, sem ônus para a UFSM (portaria nº 4856/71). No mesmo ano participa da Comissão Organizadora da Reunião do Conselho Deliberativo do Grupo Universitário Latino-Americano para Reforma e Aperfeiçoamento do Ensino (GULERPE) que ocorreu em Santa Maria.
Durante todo o período em que Mariano da Rocha esteve à frente da reitoria, liderou a organização do Natal dos Filhos dos Operários da UFSM, com festa e distribuição de presentes. Como Presidente da Associação dos Amigos do Museu Educativo Gama d’Eça (AAME), promove anualmente a campanha “Ponha Cristo em Seu Natal”, com o objetivo de lembrar e prestigiar o Aniversariante, campanha que tem a cada ano mais adeptos.
Maria Zulmira também liderou o movimento para a criação da Creche da UFSM, conseguindo doações da comunidade e a adesão incondicional dos funcionários e professores, que doavam mensalmente contribuições para a construção.
Filho do reitor fundador da UFSM, José Mariano da Rocha Filho.
Berenice Valeria Gorini Rodrigues foi professora do Departamento de Artes Visuais do Centro de Artes da UFSM de 1968 a 1990. Radicada em Santa Maria, natural de Santa Catarina, formada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, estagiou por três anos na Academia de Belas Artes de Roma, Itália.
Uma das obras da Série Vestes Rituais, de sua autoria, recebeu o Prêmio Estímulo na I Trienal de Tapeçaria Brasileira, realizada no Museu de Arte Moderna do Parque Ibirapuera em São Paulo, em 1976. Rodrigues construiu vestes gigantescas de fios de fibras vegetais, resgatando de forma conceitual as técnicas de entrelaçamento, trançados e cestarias brasileiras, criando assim ambiente místico pleno de magia de estética até então inédita na arte brasileira. Estas estruturas têxteis a destacaram como artista proeminente das vanguardas brasileiras.
Possui graduação de Licenciatura em Química, com habilitação para ensino de Ciências, anos finais do Ensino Fundamental, pela Universidade Federal de Santa Maria (2014). Atualmente é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação na UFSM (2018) e é professora de Química no Colégio Energy Santa Maria, na modalidade de Educação para Jovens e Adultos (2015-Atual).
Foi admitida como recepcionista pela Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, (1984). Aposentou-se pela Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, (2013).
Possui graduação em Tecnólogo em Cooperativismo (1997), graduação em Agronomia (2002), mestrado em Agronomia (2004), ambas pela Universidade Federal de Santa Maria, UFSM e doutorado em Agronomia pela Universidade de São Paulo, USP (2013). Foi admitido como professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico no Curso de Técnico em Paisagismo pela UFSM (2006). Na UFSM atuou como Presidente da Comissão Setorial de Avaliação Institucional do Colégio Politécnico da UFSM (2008-2009), Coordenador adjunto do Curso Técnico em Paisagismo (2007-Atual), Chefe do Setor de Floricultura do Colégio Politécnico (2007-Atual), Responsável pela confecção e execução do projeto: Ambiente de produção climatizado, financiado pelo programa PARCEIROS VITAE (2009-Atual), Coordenador do Curso Técnico em Paisagismo (2016-2018) e Coordenador de Curso do Colégio Politécnico (2010-Atual).
Nasceu em 1927 na cidade do Rio de janeiro /RJ. Foi Coronel e Secretário da Educação e Cultura do Estado do Rio Grande do sul em 1973. Foi um dos mentores do Projeto Rondon (1969), tinha uma ligação estreita com o Reitor José Mariano da Rocha Filho.
<b>Fonte consultada:</b>
DAG
<b>Pesquisa realizada por:</b>
Neiva Pavezi
Foi uma das primeiras a ser registrada no novo Cartório de Registro de Nascimentos inaugurado pelo Hospital Universitário de Santa Maria, HUSM (2015).