Anna Primavesi nasceu na Áustria em 03 de outubro de 1920. Aos 28 mudou-se para o Brasil (1948). Foi admitida em 01 de março de 1962 como Assistente de Ensino Superior no Instituto de Solos e Cultura da UFSM, na cátedra de Agricultura Geral. Ministrou também as disciplinas de Práticas Agrícolas, Agrostologia e Plantas Tóxicas na Faculdade de Veterinária. A partir de 31 de dezembro de 1962 foi lotada na Faculdade de Agronomia. Seu contrato foi extinto em 01 de setembro de 1975.
Formada em Ciências Agrárias pela Universidade Rural de Viena, Áustria e com Ph.D. em Nutrição Vegetal, Ana Primavesi dá cursos, profere conferências e é consultora sobre agroecologia e correto manejo da terra. Com oito livros publicados, dezenas de artigos científicos e larga experiência expressa com precisão seu ponto de vista sobre a presente situação planetária e as condições para a sobrevivência da espécie humana. Seu livro Manejo Ecológico do Solo revolucionou a agroecologia tropical. Na obra, Ana coloca a sua principal preocupação: a vida em equilíbrio com os solos — uma questão tratada há três décadas, mas que permanece atual.
Desde o início, ela manteve uma relação de intimidade com a terra. Foi na capital, Viena, que ela cursou Agronomia e casou-se com um colega de profissão. Mas a forte ligação com a natureza fez a agrônoma Ana Maria Primavesi ir na contramão das técnicas estabelecidas e procurar sempre se guiar pelos sinais que o solo oferece. Na sua forma de diagnosticá-lo, estão inclusas as práticas de cheirar a terra para saber se a matéria orgânica foi enterrada profundamente e sentir entre as mãos sua textura como indicativo do equilíbrio de nutrientes.
Por mais de 60 anos, a maior parte deles no Brasil, ela se aperfeiçoa numa agronomia que, no seu modo de ver, 'não compete com as leis da natureza'. A doutora Ana Primavesi é considerada uma das pioneiras da agroecologia no país, ciência que leva em conta o restabelecimento ou a conservação do solo permeável protegido por uma vegetação diversificada. Numa tradução simplificada, significa extrair dos recursos naturais as condições ideais para o desenvolvimento das lavouras.
Ana viveu em uma época em que a agricultura química praticamente não existia. O enfoque da Universidade Rural de Viena, onde se formou nos anos 40, era o mais próximo possível do que ela apregoa até hoje: garantir às gerações futuras o alimento e a conservação do meio ambiente.
No seu modo de entender, os métodos de cultivo da terra em 1945 eram mais avançados se comparados aos dos dias de hoje, porque os homens não tinham optado pela monocultura. 'O plantio único nos trouxe uma avalanche de doenças aplacadas por agrotóxicos', afirma. Ana Primavesi aproveita para dar uma aula. 'O adubo químico é basicamente formado por três elementos e a planta necessita de 45', diz. Pioneira da agroecologia no país, Ana Primavesi ensina há mais de 60 anos que é possível aliar a produção de alimentos à conservação do meio ambiente.
Em 1960, extrapolou os limites dos campos da ciência e participou da produção do filme “A Vida do Solo”, destinado à educação ambiental. Criou a primeira animação sobre solos do mundo, mostrando, em forma de longa-metragem, as dinâmicas da terra. A primeira exibição do longa foi durante o 2º Congresso Latino-Americano de Biologia e Microbiologia, realizado, em Santa Maria no ano de 1968, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Em 1971, foi uma das fundadoras do programa de Pós-Graduação em Biodinâmica do Solo.
Fundou várias organizações voltadas à agricultura, como a Associação de Agricultura Orgânica (AAO) e o Movimento Agroecológico Latinoamericano (MAELA). Em 2012, ganhou o One World Award, prêmio concedido pela Federação Internacional de Movimentos pela Agricultura Orgânica (IFOAM, em inglês).
Em 2018, a Universidade Federal de Santa Maria concedeu prêmio de Destaque Extensionista à professora Ana Primavesi, mãe da agroecologia.
Faleceu em 04 de janeiro de 2020, aos 99 anos.
Antonio Carlos Abelin nasceu em Santa Maria no dia 02 de julho de 1927, filho de Pedro Abelin e Maria Abelin. Casado com Cora Rocha Abelin com quem teve três filhos.
Contador lotado no INPS, foi colocado à disposição da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) desde 2 de janeiro de 1964. Foi exonerado do cargo de contador do INPS em 25/11/1971.
Ingressou na UFSM em 24/11/1971 para exercer as funções de Auxiliar de ensino junto ao Curso de Comunicação do Centro de Ciências Jurídicas, Econômicas e Administrativas (CCJEA).
Em 1965 foi integrante do Conselho de Administração do Restaurante Universitário da UFSM.
Em julho de 1971 participou da comissão de elaboração do projeto de criação do Curso de Comunicação Social e tomou posse como Coordenador no dia 14/12/1971.
Participou da comissão para assessorar tecnicamente a implantação da TV Educativa, assim como comandou o grupo que planejou e instalou a Rádio Universidade e se tornou seu primeiro diretor, permanecendo no cargo de 1968 até 1971.
Em janeiro de 1971 presidiu a comissão para estudar e propor a concessão do Prêmio Nacional de Reportagem sobre o 10º aniversário da UFSM.
Aposentou-se em 05/10/1981.
Militar, nascido na cidade de Fortaleza, estado do Ceará, em 20 de setembro de 1897. Estudou no Colégio Militar de Porto Alegre, na Escola Militar de Realengo, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Armada, na Escola de Estado-Maior e na Escola de Aviação Militar. Integrou a Seção de Planejamento e Operações da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na campanha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Foi subchefe do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), comandante da Escola de Estado-Maior e diretor do departamento de estudos da Escola Superior de Guerra (ESG). Promovido a general-de-exército (1962), foi nomeado comandante do IV Exército, em Recife (1962-1963), e designado chefe do Estado-Maior do Exército (1963-1964). Foi um dos principais articuladores do golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart. Através de eleição indireta passou a exercer o cargo de presidente da República em 15 de abril de 1964. Faleceu no Ceará, em 18 de julho de 1967, em acidente aéreo.
Jarbas Gonçalves Passarinho, nasceu no dia 11 de janeiro de 1920 na cidade de Xapuri /AC. Filho de Inácio de Loyola Passarinho e Júlia Gonçalves Passarinho. Cursou o primário no Grupo Barão do Rio Branco, o secundário no Colégio Paes de Carvalho, Arma de Artilharia Escola Militar do Realengo, Escola de Aperfeiçoamento Escola de Comando e Estado Maior.
Foi Superintendente Adjunto da Petrobrás na Região Amazônica; Chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia; Ministro do Trabalho e Previdência Social; Superintendente da Petrobrás na Região Amazônica; Ministro da Previdência e Assistência Social; Ministro de Estado da Justiça; Ministro da Educação e Cultura. Exerceu mandatos como Governador (1964-1966) e senador (4 mandatos). Recebeu várias homenagens e condecorações militares e reconhecimento com o Doutor Honoris Causa de várias universidades no Brasil e no México.
<b>Fonte consultada:</b>
Disponível em http://www.senado.gov.br/senadores/senadores_biografia.asp?codparl=1764&li=48&lcab=1987-1991&lf=48)
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Neiva Pavezi
Nascido em 18/11/1896. Natural de Santa Maria/RS. Filho de Candido Souza e Porfiria Brinckmann Souza. Casou-se com Jacyr Stellfeld Souza. Foi Fundador Vitalício e Professor Catedrático da Cadeira de Química Toxicológica e Bromatológica da Faculdade de Farmácia da Universidade de Santa Maria por trinta anos (1932 – 1962). A partir do ano de 1961 auxiliou no ensino do Departamento de Clínica Cirúrgica, da Faculdade de Medicina de Santa Maria, tendo atuado também do ano de 1961 a 1965 na direção da Faculdade de Odontologia da mesma Univesidade.
Foi exonerado em 03/01/1972, faleceu pouco tempo depois, ainda no ano de 1972.
<b>Fonte Consultada:</b>
UFSM, Departamento de Arquivo Geral. Pró Reitoria de Recursos Humanos (Fundo). Dossiê ex-servidor. Lamartine de Souza. FI.G6.S1.DFS.C50.M24
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Rodrigo Vieira em 04/10/2011.
Nascido em 06/02/1892 em Viena, Áustria. Filho de Bernhard Alexander Joachimovits e de Clementine Kreiski. Casou-se com Maria Theresia Katharina Pokorny. Seu vínculo com a UFSM se deu em 1957 quando assumiu o cargo de Professor da Faculdade de Medicina de Santa Maria. Naturalizou-se brasileiro em 1963.
Em 1963 assumiu a direção do Instituto de Farmacologia. Ao se aposentar em 1965, permaneceu em exercício no cargo de diretor do Instituto de Farmacologia por ter sido considerado apto ao cargo, sua atuação no mesmo se deu até 1970, mesmo ano de sua morte.
Fonte Consultada:
UFSM, Departamento de Arquivo Geral. Pró Reitoria de Recursos Humanos (Fundo). Dossiê ex-servidor. Robert Joachimovits. FI.G6.S1.DFS.C72.M1
Pesquisa Realizada por:
Rodrigo Vieira em 04/10/2011.
Escultor. Nasceu em Caçapava do Sul/RS em 1939. Cursou a Faculdade de Belas-Artes na Universidade Federal de Santa Maria, Ainda como aluno da Faculdade de Belas Artes promoveu diversas atividades artísticas, tais como exposições de pinturas, gravuras, concertos, cursos, lançamentos de obras e outras atividades totalizando 15 no ano de 1969. Obteve vários prêmios neste ano em diversas categorias artísticas por todo o Brasil.
Diplomou-se em 1970, ano em que se transfere para Porto Alegre. Expôs na Galeria Contemporânea, Montevidéu, 1974, e na Sala de Exposições da UFSM, recebendo a comenda máxima da universidade, a Flor-de-lis. Foi aluno de escultura de Dorotea Vergara Pinto da Silva. Ao longo dos últimos vinte anos de carreira, vem participando de importantes salões nacionais e mostras significativas, com distinções. Reside e trabalha em Porto Alegre onde mantém atelier. Seu trabalho é focalizado por Armindo Trevisan, com reproduções em Escultores contemporâneos do Rio Grande do Sul. É verbete com obra reproduzida no Dicionário brasileiro de artistas plásticos.
O Colégio Agrícola de Santa Maria foi fundado em 1961. Com a reestruturação...
(INSERIR A TRANSIÇÃO DE COLÉGIO AGRÍCOLA PARA POLITÉCNICO)
A estrutura organizacional do Colégio Politécnico da UFSM é composta pelo Colegiado, Direção, Departamentos (Departamento de Ensino, Departamento de Administração e Departamento de Pesquisa e Extensão), pelas Coordenações de Curso, Secretarias e Setores. Os Departamentos, Secretarias e Setores são equipados segundo suas especificidades, exercendo atividades de ensino, pesquisa e extensão. O Colégio conta com uma Cooperativa Escola que se destina a proporcionar aos educandos conhecimentos e vivências sobre o sistema cooperativista.
O Colégio Politécnico da UFSM dispõe de uma área de 192,87 hectares, sobre a qual existem edificações totalizando 7.986,92 m² que compreendem: aviários, galpões para máquinas, oficinas, apiários, estábulos, depósitos, salas ambientes, salas de aula, laboratórios de ciências físicas, químicas, biológicas, informática; biblioteca, área de lazer e de circulação, sanitários, salas de professores, anfiteatro, almoxarifado, sala da Cooperativa-Escola, salas administrativas, cozinha, agroindústria, entre outros.
A Imprensa Universitária foi instituída pelo Estatuto da UFSM/62 com a denominação de Gráfica Universitária. Em 1966, a Associação Santa-mariense Pró-Ensino Superior (ASPES), importou da Alemanha as primeiras máquinas de impressão. A gráfica foi construída do lado oeste da cidade universitária, no primeiro pavilhão com cobertura em semi-arco, onde operou por muitos anos. Possuía um moderno laboratório de fotolitografia, o mais usado pelos estudantes dos cursos de Artes Plásticas e Comunicação Social. Operava com máquinas Offset Poli Graf. P24, Guilhotina Eletrônica e Impressora Poligrafh. Pelo Estatuto da UFSM/70 sua denominação foi alterada para Imprensa Universitária. O relatório de atividades da UFSM de 1970 registrava uma equipe de funcionários constituída de 1 supervisor, 6 tipógrafos, 2 trabalhadores e 2 linotipistas os quais executaram 844 solicitações de serviços de impressão. Em 1971 a sua denominação foi alterada para Imprensa Universitária e foi transferida para o prédio seis da universidade, ao lado do Colégio Técnico Industrial - CTISM, onde funciona até hoje. A partir deste ano as solicitações dobraram, envolvendo diversas formas de serviços: papéis timbrados, certificados, diplomas, atestados, fichas, formulários, convites de formatura, revistas e boletins. Em 21 de setembro de 1973 foi inaugurada a atual sede. Em 1978 foi absorvida pelo Departamento de Divulgação - DEDI, Resolução n. 017/78 e pela resolução n. 025/87 é vinculada a Reitoria sob a supervisão administrativa da PRA. A Imprensa Universitária é transformada em órgão suplementar central da Reitoria, de acordo com o Regimento Geral da UFSM/88, subordinada à Pró-Reitoria de Administração/PRA.
O Restaurante Universitário, carinhosamente chamado de RU, foi inaugurado no ano de 1963, no prédio da Rua Mal. Floriano Peixoto, número 1184.
O RU Campus foi inaugurado 12 anos depois, em 1975.
Em 2010, iniciaram as atividades do RU - Refeitório 2, servindo somente almoço, com o intuito de garantir a todos um mesmo tempo de almoço, com a diminuição das filas.
Os serviços do Restaurante eram terceirizados e a produção dos alimentos era feita em cada uma de suas sedes. Em fevereiro de 1984, o RU passou a ser administrado pela UFSM, vinculado e coordenado pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis/PRAE. Com um sistema de compras e administração centralizadas, passou a funcionar como Órgão Suplementar Central da UFSM.
A partir de 1997 a produção passou a concentrar-se no RU Campus. Também neste período iniciou a implantação do sistema de informatização de acesso ao Restaurante - SRU, através de carteiras com códigos de barra. Esse sistema, pioneiro no país, passou a ser utilizado por outras instituições de ensino do Brasil.
No decorrer de 1998, foram implantadas melhorias no Restaurante Universitário, proporcionando melhores serviços e diminuindo custos. O RU adotou uma nova metodologia gerencial que inclui a informatização dos processos administrativos, a aquisição de câmaras frias, o controle de estoque, a reorganização do sistema de compras, a remodelação do espaço físico, a modificação do cardápio, a substituição dos antigos bandejões por pratos de porcelana, a introdução do "Projeto Resto Zero" e a reformulação do sistema de auto-serviço, tornando-o mais rápido, higiênico e econômico.
Considerado um dos maiores restaurantes do sul do país, o RU vem buscando, a cada dia, o aperfeiçoamento administrativo e a excelência nos serviços prestados, de forma a garantir qualidade e responsabilidade social.
RU Campus - Refeitório I
Conta com espaço físico disponível para os setores de produção de alimentos, administração e nutrição, além de possuir todos os equipamentos para a produção e armazenamento dos alimentos. O Restaurante conta com dois refeitórios: um para os usuários, com quatro buffets e 700 lugares; outro para os funcionários, com um buffet e 18 lugares. Há, ainda, quatro caixas de recepção (roleta) e um caixa de venda de créditos que funciona, de segunda à sexta-feira, nos seguintes horários: das 8h às 10 horas e das 11h às 14 horas.
RU Centro
No local são apenas servidas as refeições, pois as mesmas são preparadas no RU Campus e transportadas até o Centro em conteiners térmicos, com exceção do desjejum que é preparado no local. Possui um refeitório com um buffet e 120 lugares. Há, ainda, um caixa de recepção (roleta) e um de venda de créditos, que funciona, de segunda à sexta-feira nos seguintes horários: das 8h às 10 horas e das 11h às 13 horas e 15 min e à tarde das 18:00 ás 19:45.
RU Campus - Refeitório II
Com uma área total de 1.177 metros quadrados, o novo refeitório do Restaurante Universitário (RU) conta com 2 buffets e 360 lugares. A comida será preparada no RU antigo e transportada até o refeitório novo, da mesma forma que ocorre com a unidade do RU localizada no centro da cidade. No novo Refeitório são servidos somente almoços, café da manhã e a janta, aos quais apenas os carentes têm direito, continuarão sendo servidos apenas no RU antigo. O Campus Refeitório II conta ainda com copa, cozinha, quatro caixas de recepção (roleta) e um caixa de venda de créditos que funciona, de segunda à sexta-feira das 9 às 13:30h.
Compõem a rede de Ensino Médio da UFSM os seguintes Colégios Integrados de Aplicação:
Agrícola de Alegrete, Agrícola de Frederico Westphalen, Agrícola de São Vicente do Sul, Agrícola de Santa Maria, Industrial de Santa Maria e Industrial de Irai. No ano de 1971 os seguintes Colégios possuíam regime de internato: Alegrete, São Vicente do Sul, Frederico Westphalen. Nos colégios agrícolas, tiveram destaque as culturas de feijão, trigo, soja, mandioca, cana de açúcar e produtos do setor de horticultura, como cenoura, repolho, ervilha, pepino, etc. Igualmente verificaram-se resultados nos setores de suinocultura, avicultura, apicultura e bovinocultura.
Em 1970 o total de alunos era de 218, sendo 34 cursando a 4ª série ginasial e 184 o curso técnico. A partir de 1971, funcionou apenas o Curso Técnico. O prédio possui entre outras dependências, salas de aula, almoxarifado e alojamento para os estudantes internos, biblioteca, prédios das máquinas e tratores.
É um projeto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em que foi Agência Executora internacional a FAO (Organização de Alimentação e Agricultura), e nacional, a Universidade Federal de Santa Maria.
Em 1937, a UFSM, por intermédio de seus técnicos, com a assistência dos professores José Barbas Guerra, Derblay Galvão, entre outros, organizou um projeto de pedido de ajuda ao Fundo Especial das Nações Unidas (ONU), visando o desenvolvimento do Setor Primário do Rio Grande do Sul. O Projeto, realizado por uma equipe da então Faculdade de Agronomia e Veterinária, analisou a conjuntura agropecuária do Rio Grande do Sul, mais especialmente da zona geo-educacional da UFSM.
Os estudos foram iniciados em 1966, e somente mereceram aprovação em 1969, quando recebeu o nome “Operação Oswaldo Aranha”, em homenagem ao ilustre gaúcho que chegou a ser presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas. Este foi o segundo projeto aprovado pela FAO (Food and Agriculture Organization), desta vez diretamente através da ONU (Organização das Nações Unidas). Em junho de 1970, tiveram início os trabalhos, tendo a FAO sub-locado a Universidade Illinois do Sul o fornecimento dos técnicos componentes da equipe internacional. A direção foi entregue ao Prof. Willian Doerr, como Diretor Internacional, e ao Prof. Derblay Galvão como Diretor Nacional, sendo responsáveis pela cobertura técnica renomados especialistas nacionais e estrangeiros.
A Operação Oswaldo Aranha funcionou com o concurso do Centro de Ciências Rurais, sendo desenvolvido como principal objetivo do projeto: revisar e atualizar os programas de ensino dos Cursos de Agronomia e Veterinária desenvolvendo um completo e variado programa de pesquisas adaptadas às nossas condições regionais e difundir os resultados através de um serviço de extensão rural.
Em 1971 o projeto já tinha treinado aproximadamente 7.000 agricultores, com a efetiva participação dos estudantes. Através desta iniciativa ocorreu a melhoria do ensino e pesquisa no Centro de Ciências Rurais da UFSM, implantando modernos métodos dentro da agricultura e da pecuária do Rio Grande do Sul, pelo estabelecimento de 4 fazendas experimentais e com a vinda de 19 professores PHD, no campo das Ciências Rurais com o intuito de realizarem bolsas de estudo para 39 docentes da UFSM nos melhores centros mundiais de agropecuária e Centro de estudos Básicos.
O Reitor José Mariano da Rocha Filho designou o professor Derblay Galvão, então Diretor do Centro de Ciências Rurais para ser o Diretor do Projeto Oswaldo Aranha, que teve início em 1° de agosto de 1970. Vieram do exterior renomados professores para ensinar técnicas mais eficazes para utilizar as potencialidades dos Colégios Agrícolas, com vista a implantar as Granjas Experimentais previstas no projeto bem como também pretendiam atualizar todo corpo técnico da universidade, que teve oportunidade de trocar experiências indispensáveis à execução do projeto. Foram instalados ensaios e demonstrações nos Colégios de Alegrete, São Vicente do Sul e Santa Maria, com dupla finalidade: familiarizar os alunos com as técnicas de instalação de experimentos e também de aumento de produtividade de culturas da região.
Em 10 de outubro de 1970 os professores: Erb Veleda, Enio Tonini, Luiz Mutti, Armando Vallandro e Derblay Galvão viajaram aos EUA para visitarem universidades americanas, aproveitando para trocar úteis e indispensáveis experiências para a execução do Projeto.
A operação Oswaldo Aranha procurou integrar o aluno ao meio em que exercerá a profissão, onde a aprendizagem de novos conhecimentos também ocorre diretamente com o agricultor.
O BRA-33 partiu da premissa que era preciso despertar nos jovens que ingressavam nos cursos oferecidos uma nova consciência em termos de realidade rural, estimulando e orientando para dar uma dimensão de segurança e desenvolvimento à economia agrícola pastoril de nosso Estado. A participação do colono foi decisiva para ensinar o que de mais simples existe na vida rural, desde atrelar a carroça até como vive o homem do campo. Nesse sentido o aprendizado é duplo, ou seja, o aluno aprende e o colono se sentia valorizado.
Os primeiros municípios visitados foram: Dona Francisca, Faxinal do soturno, Agudo, Nova Palma e São João do Polêsini. Muitas foram às reuniões com os agricultores, que receberam com entusiasmo as idéias inovadoras e passaram a adotá-las em suas propriedades.
<b>Fontes consultadas:</b>
ISAIA, Luiz Gonzaga. UFSM memórias. Santa Maria, 2006. 400p.
UFSM. Relatório do ano de 1969 e 1971. Página 137.
<b>Pesquisa realizada por:</b>
Dhion e Fabiana
"Nasceu em Santa Maria em 26/03/1931. Ingressou na UFSM com contrato de fotógrafo em 20/03/1967. Por ocasião do décimo aniversário de criação da UFSM, foi elogiado pela eficiência e desempenho na promoção artística do evento. Aposentou-se em 09/03/1979 e faleceu em 27/04/1998."
Nascida em 1914, no município de Tupanciretã, a Irmã Consuelo foi batizada com o nome de Carmem Silveira Netto. Sua fé ao franciscanismo permeou com sua vida dedicada ao ensino.
Em 1938 ela iniciou suas atividades docentes no magistério secundário no colégio Bom Conselho, em Porto Alegre. Posteriormente lecionou por 20 anos Português, Espanhol, Francês e Latim no Colégio Sant'Anna. Suas atividades como professora se estenderam ao ensino superior, em que contribuiu com seu conhecimento em sala de aula até a década de 80.
Irmã Consuelo foi também fundadora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1964, e do primeiro Curso de Pós-graduação em Educação, em 1970. No meio acadêmico, a docente é lembrada como uma das figuras de maior destaque para formação do perfil cultural e educação de Santa Maria.
A religiosa Consuelo Silveira Netto, faleceu aos 98 anos em 2012.
Foi diretor da Assessoria de Planejamento em em 1969 e 1970, e também coordenador e responsável pela consolidação do Campus Avançado no Território Federal de Roraima - Projeto Rondon. Foi chefe da Assessoria de Segurança e Informação (ASI).
Nasceu a 14/03/1937, em Santa Maria. Filha de Hélios Homero Bernardi, reitor da UFSM de 1973 a 1977, e de Angelina de Almeida Bernardi.
Foi admitida, nomeada e empossada no cargo de auxiliar bibliotecário, sendo a primeira diretora da Biblioteca Central Manoel Marques de Sousa "Conde de Porto Alegre".
Exerceu, também, o cargo de assistente administrativo na instituição, por vários anos. Aposentou-se em 11/09/1990. Faleceu em 21/01/2012.
Professor e Coordenador do Curso de Farmácia e Bioquímica da UFSM.
Filho de Ervino Hey e Alda Santos Hey, nasceu no dia 07 de outubro de 1927, na cidade de Santa Maria. Tenente-Coronel da Reserva, ingressou na UFSM em setembro de 1971, como Assessor Técnico do Gabinete do Reitor. Foi Diretor do NID (Nùcleo de Integração e Desenvolvimento), coordenador e supervisor do II, III , IV Festival Hípico (1971, 1972, 1973), organizou os festejos comemorativos ao Sesquicentenário da Independência Política do Brasil (1972), presidiu o grupo de execução do Projeto MEC-BIRD, foi representante da UFSM e presidente do PRODEM para executar o Convênio PRODEM/UFSM de 22/09/1972. Foi Coordenador do CRUTAC-Santa Maria (CRUTAC – Centro Rural Universitário de Treinamento e Ação Comunitária é um programa pioneiro de extensão universitária, criado e implantado por Onofre Lopes, primeiro reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, em 1966). Participou da comissãode para organização da Exposição Feira Agropecuária de Santa Maria em 1973 e 1974. Recebeu a Medalha de Ouro comemorativa ao 10º aniversário da UFSM. Rescindiu contrato a partir de 17/11/1975.